sexta-feira, 1 de abril de 2016

Das várias interpretações do amor

Tenho uma amiga que está com alguns problemas na sua relação amorosa.
Não sei (e mesmo que soubesse não os iria contar) pormenores sobre o assunto mas basicamente o que ela me transmite é desgaste na relação.
Eu tento transmitir-lhe que não acredito nas borboletas na barriga para todo o sempre. Que acredito muito mais no respeito mútuo e que há momentos de enamoramento e outros não.

 Fomos jantar um dia destes.
Todos pedimos bebidas diferentes.
No final da refeição vejo o namorado dela a deixar um pouco da sua bebida no copo e a dar-lha. Ela bebe e diz-me: "sabes, eu não gosto de beber isto... mas gosto de um golinho no fim e ele deixa-me sempre".
Não, eu não sei o que se passa dentro de 4 paredes... mas, para mim, aquele foi um gesto de verdadeiro AMOR (um gesto que eu tenho toda a certeza que ela não vê).

sexta-feira, 11 de março de 2016

Será que a doida sou eu?

A opção é essa ou quem me rodeia não bate lá muito bem.

Situação 1: colegaA não vai a almoço de despedida de fulaninho (de quem era muito próxima.. e quando digo muito próxima era mesmo a loucura em relação interpessoal) porque colegaB vai e ela não gosta de colegaB (aquilo é conversa do piorio!!!).

Situação 2 (1 mês depois): colegaB convida colegaA para almoçar (sim, que colegaB não faz a mais pequena ideia do que é dito nas suas costas). colegaA vem apresentar as suas grandes desculpas mas não pode ir... mas para a próxima quer ir! aliás, faz questão de ser convidada na próxima!

Eu assisto a tudo isto de camarote e fico de boca aberta.
Será que sou eu que sou doida e quando não gosto de uma pessoa apenas me afasto e não dou confiança? Será que sou eu que sou doida porque mantenho uma posição em vez de andar a dizer mal de uma pessoa, evitá-la num dia e no seguinte dar-lhe uma grande graxa?

Isto é tão habitual no meu ambiente de trabalho que começo a achar que a anormal sou eu!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Será que estou mal habituada?

O moço liga-me todos os dias ao fim do dia.
Mas há um dia em que não liga.
E eu começo a olhar para o relógio, começo a ver as horas a passar e a não perceber porque ele não liga.

Deixo passar um bocado, ligo eu.... e nada!

Sendo que na noite anterior eu tive um amuo (daqueles parvos e eu sei que foi um amuo parvo)... tudo me passa pela cabeça.
Que ele já não quer saber de mim. Que saiu do trabalho, foi beber uns copos e engatar umas gajas. Que o outro é que tinha razão, que eu (as mulheres no geral) fico mal habituada e depois dá nisto. Que... bom, sei lá mais o quê.

Fico triste como a noite (quase de lágrima no olho) mas não insisto.
Penso que tenho de ser forte e não posso demonstrar fraqueza. Liguei 1 vez, não vou insistir.

As horas passam e nada!

Passado umas horas valentes, liga-me e a primeira coisa que diz é "porra! estou a sair do trabalho agora."... passa as 2 horas seguintes comigo ao telefone e é como se o sol nascesse novamente na minha vida.

Acho que é oficial (mas não vai ser admitido a mais ninguém)... estou apaixonada por ele!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Ah sim!

Ainda não tinha dito isto.... mas, pela primeira vez na vida, tenho uma relação com uma pessoa assumidamente mais nova que eu!
(daí a comparação com as raparigas mais novas)

Das coisas que vão acontecendo por aqui

O moço diz que tenho um corpo melhor que muitas raparigas mais novas.
Sinceramente, não me parece que ele me esteja a elogiar apenas para me agradar. Até porque, depois de ele dizer isso, por norma eu reitero que tenho banha "aqui e ali" e que tenho celulite e e... (sim, coisas de gaja). Nesta ocasião a resposta dele é sempre "sim, tens. e depois? isso não faz com que tenhas um corpo pior que as outras."

Por isso, não! O motivo que me levou ao retorno no ginásio não foi ele. Fui mesmo eu!

É que andar meia dúzia de passos e ficar ofegante. Olhar ao espelho e ver as tais banhas a mais e a celulite. Basicamente não me sentir confortável no meu corpo... definitivamente não é para mim!

Mesmo que isso implique estar um pouco menos com ele (isto ajusta-se) e um esforço financeiro um pouco maior... eu sei que no fim vai valer a pena tanto para mim (que vou andar feliz e contente por me sentir bem) como para ele (que vai ter uma gaja mais velha e boa como o milho para fazer a inveja dos amigos :P).

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Agora é que foi de vez

Já venho cá poucas vezes devido ao moço. Agora ainda me meti num ginásio.
Isto assim sobra pouco tempo para vir para estas bandas... mas eu vou esforçar-me por não desaparecer completamente.

Uma coisa é certa... vou ficar BOUA outra vez! ;)

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Durante acontecimentos menos positivos que aconteceram no final do ano passado, previ junto dele que eu iria entrar em auto-destruição. Que o mais certo era eu começar a desprezá-lo apenas para o afastar. Eu tinha a certeza que iria haver um momento pouco depois de tudo o que aconteceu em que eu me iria odiar e, consequentemente, odiá-lo.

Ele respondeu que ia arriscar e ficar ao meu lado. Que, se tal acontecesse, logo veriamos como lidar com isso. Mas naquele momento, e nos que se seguissem, ele ia estar ali comigo.

Passaram-se quase 2 meses. Eu não entrei em auto-destruição, não o afastei. Ele continua aqui, a mimar-me cada dia mais.

É bom quando as nossas previsões terrorificas não se concretizam.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Indisponibilidade

Esta semana li um artigo sobre os sinais de que se está numa relação com pessoas indisponiveis.
O artigo que efectivamente li desenvolvia um pouco mais do que aquele que vos apresento... mas não estou a conseguir encontrar o que li.

Só para dizer que, dos 12 sinais apresentados, eu diria que o gajo-mor tinha 9.

Mas que raio é que me andava a passar pela cabeça para me manter ali???

Tábua rasa

Com a idade que tenho sei que não vou encontrar alguém que seja "tábua rasa"... ou seja, alguém que não tenha vivido, que não tenha amado, alguém "intocado" pelos assuntos do amor.
Tenho noção do que me espera. Não sei se sempre tive mas agora tenho.

Provavelmente vai sempre haver algum assunto no passado que me vai magoar. Mesmo eu não existindo nesse passado.
Tenho de aprender a lidar com isso, tal como ele vai ter de lidar com o meu passado.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dos bocadinhos que nos habituamos… e que só mais tarde nos apercebemos que merecemos muito mais

(este texto foi escrito dias antes da noite de ano novo)

Não há dramas!
Vou ser levada para passar o fim de ano com pessoas que não conheço porque há lá no meio uma pessoa que quer passar o fim de ano comigo.
Coloquei-o à vontade. Disse-lhe que, se ele preferisse, passávamos o fim de ano separados. Não há mesmo dramas.
Fez olhinhos de gato das botas e disse, com a voz mais dengosa que possam imaginar, que não. Que quer passar o ano comigo. Que não quer saber o que os amigos vão pensar ou dizer. Que vou ser bombardeada com perguntas… algumas mais inconvenientes que outras. Já me está a preparar para o interrogatório e eu já estou a ver como as coisas vão correr. Vou ser atirada aos lobos e ele não tem mesmo forma de me salvar. Vou ter de me desenrascar sozinha. Problema com isso? Nenhum!

E isto era possível de acontecer há 1 ano atrás? NÃO! Era completamente impensável…
Como eu me estava a contentar com esse bocadinho tão pequeno e agora tenho algo de tão grande?
Acho que preciso de alguém que me belisque porque, sinceramente, eu ainda não acredito que isto é verdade.


NOTA: não, ele não é sempre perfeito. tem muitos defeitos (todos temos) e há 1 que estou a adiar… mas, não tarda muito, vou ter de o confrontar com isso. só tenho de encontrar a altura mais adequada e ainda não sei qual será.